Os depoimentos de leitura nos remete a relembrar nossas primeiras experiências
de leitura da nossa infância e adolescência.
Como disse Newton Mesquita, os livros nos remetem a sonhos, viajem, a
sensação de estar no lugar descrito, de imaginar como se passa as cenas
descritas e as vezes de fazer parte do descrito.
Uma das experiências inesquecíveis foi a minha primeira leitura feita em sala
de aula, (Plam, rataplam, plam plam ..........), quando todos os alunos tinham
que ler um texto, cada um diferente do outro. A ansiedade era grande, o medo de
errar maior ainda, pois dona Elvira era uma professora muito rígida, como todos
dessa época, mas no final tudo correu bem, consegui ler mesmo errando um pouco,
dando umas gaguejadas, que é natural para um aluno tímido, a recompensa veio com
o incentivo da professora.
Um dos primeiros livros que li foi “Meu pé de laranja lima” de José Mauro de
Vasconcelos. Foi uma experiência gratificante, pois como sonhador que era,
vivenciei aquela leitura, na minha imaginação como seria bom poder conversar com
as plantas. É claro que quando o livro foi adaptado para o cinema, assiste este
filme por mais de uma vez. O ultimo livro que me lembro de ter lido, foi “Meu Lar” de Francisco Candido
Xavier, um livro espírita. Atualmente só leio Jornal, revistas de atualidades, apostilas e textos dos
curso que participo, inclusive um de dois anos que acabei pela UFSJ, todos
ligados a matemática.
Professora Sílvia Regina
Mesmo não apreciando a leitura quando criança e depois adulta tendo optado
pela área de exatas; sempre respeitei e admirei este universo que nos transporta
há tantos mundos reais e imaginários. Talvez o meu pouco contato com a leitura
neste momento de vida, (infância) deva-se ao fato de gostar muito e ser
incentivada à construção do lúdico; pois com muitos irmãos, brincávamos
bastante. Já na adolescência quando nossa personalidade esboça maiores traços em
tendências, lembro-me de um livro em especial que fez a sensibilidade de muitas
garotas com eu: " O Pequeno Príncipe" . Com O Pequeno Príncipe aprendi sobre a
sensibilidade e olhar de uma criança sobre situações que conduzem a uma resposta
também simples e que muitas vezes e com olhar de adulto complexamos. Hoje,
percebo como professora que essas leituras me ajudaram muito a compor o conceito
de aprendizado.
Professora Susete
Gosto muito de ler
e admiro pessoas que conseguem escrever exatamente o que desejam expressar.
Venho tentando escrever desde muito cedo. Até hoje não consegui, não tenho esse
dom. Lendo, na verdade
devorando, aqueles “300 textos” do professor Nilson José Machado, sugeridos aqui
neste curso, me lembrei: Quando adolescente, no período que seria hoje o
equivalente do Ensino Fundamental II até o início da Faculdade, me correspondia
através de cartas, com meus colegas que moravam em outras cidades aqui do
estado de São Paulo e um que morava no Canadá. Um desses meus amigos escrevia
muito bem, suas poesias, suas crônicas eram muito inspiradoras. Quando lia suas
cartas, tinha a impressão que escrever era só começar. Mas não eram bem assim,
para responder às suas cartas, e também dos demais colegas, levava horas e horas
fazendo rascunhos, e assim mesmo acabava por enviá-las sem conseguir colocar no
papel o que realmente pretendia. Quando li,
principalmente os textos “O PROFESSOR COMO CONSTRUTOR DE NARRATIVAS
FABULOSAS” e “A MATEMÁTICA É UMA FACA...” do professor Nilson Machado,
entendi porque às vezes minhas aulas são tão chatas. Tomei o primeiro texto
como alerta e o segundo como fonte inspiradora para o preparo de uma aula.
Então, na semana que passou, tentei não
colocar em prática: “Quem quer ensinar
diretamente a moral da história, em geral é um chato: além de cansativo, é
inócuo para os alunos.” Não foi fácil achar o caminho. Quando ao final da
aula, um dos meus alunos balançou a cabeça, dizendo que fazia sentido, que a
aula tinha sido legal, e que ainda não tinha pensado até aquele momento na
Matemática daquela forma, percebi que preciso fazer muito mais do que tenho
feito em sala de aula.
Professora Tânia
Minha experiência com a leitura desencadeou-se com a famosa e antiga
cartilha Caminho Suave, ainda me lembro daqueles personagens e histórias.
Lembro-me também com carinho do Meu Pé de Laranja Lima [Autor José Mauro de
Vasconcelo (1968)] que meu professor de português contava em sala de aula. E
como me pego rindo ao lembrar das histórias do sítio mal-assombrado que papai
morava com sua família. De um jeito ou de outro narrativas contadas ou lidas
sempre me envolveram de modo que guardo fortes lembranças da maioria delas. A
leitura sempre despertou meu lado lúdico, fazendo-me viajar, levitar,
transcender com os personagens e tramas. Influenciando fortemente em minha
própria personalidade.
Professor Tschermack
Não me lembro muito bem da fase em que comecei a ser alfabetizado. Minha mãe dizia que não tive problema com a alfabetização, que comecei a ler logo no primeiro ano de escola. Sempre gostei de ler, no ensino fundamental, a professora de português sempre pedia a leitura de um livro ma cada 15 dias, para depois fazermos uma prova de "leitura do livro". Sempre gostei de leitura, na época lia os livros da coleção "vaga-lume". Depois que entrei no ensino médio, comecei a fazer a leitura de clássicos da literatura, Não gostava muito, más, naquela época não tínhamos escolha, estávamos focados nos vestibulares. Achava que aqueles livros eram difíceis de entender, uma linguagem bem complicada. clique aqui para continuar a ler esta experiência
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